Matilde – Oh Alice, aquele ali não é…
Alice – É Matilde!
Virei a cara para o outro lado da praia com esperança que ele não tivesse a lata de vir falar connosco. Mas foi em vão.
Tomás – Olá Alice. Matilde.
Matilde – Olá.
Ela que agora estava com cara de poucos amigos.
T – Alice, podemos falar?
Alice – Já te disse tudo o que tinha a dizer!
T – Matilde deixa-me falar com ela se faz favor…
M – Alice?
A – Não Matilde, deixa-te estar. Quem está mal, muda-se.
Olhei para ele, esperando que compreende-se o recado.
Atrás do Tomás surgiu o Gustavo e pouco atrás o Simão. E digamos que a cara do Gustavo não mostrava nem de perto nem de longe um ar amigável.
Gustavo – Algum problema?
T – E quem és tu? O cão de guarda?
Levantei-me da toalha.
A – Ouve lá mas quem é que tu pensas que és? Eu não quero saber de ti, não quero falar contigo. Mas se vens para aqui falar assim isto vai acabar mal.
G – Ai vai, vai…
O Simão olhava para o Tomás pronto para entrar em acção caso fosse necessário.
T – Tu é que sabes os otários com quem namoras.
Ri-me.
A – Vamos embora, isto ficou demasiado mal frequentado.
Agarrei na mala e na toalha e virei costas para sair da praia. A Matilde fez o mesmo, e o Simão pegou na prancha e na mochila.
- (Gustavo) –
Aproximei-me do tipo.
G – Ouve, deixa a Alice. Se tu voltas a magoá-la juro que dou cabo de ti, percebes?
T – Com que então andas a tentar comê-la? Não passas de um menino, ela nunca vai olhar para ti duas vezes!
Disse com ar trocista.
G – E quem é que te diz que já não olhou?