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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Pedaços da vida II



  ‘Mas o que é que está a tocar?’, abri os olhos. Na mesa-de-cabeceira o despertador tocava. Nem sequer me tinha apercebido de que já estava na hora de acordar, aliás, nem tinha noção de que estava a dormir.

  Depois de ir à casa de banho, abri o armário. O dia estava solarengo, não havia sinal de nuvens na zona periférica. Vesti-me e saí de casa.


  Tinha combinado com a Matilde irmos tomar um café naquela manhã. Cheguei à esplanada.

  Lá estava ela.


Matilde- Olha quem é ela… A bela adormecida saiu do castelo!

Alice- Que exagero Matilde! Não me digas que foi assim tão agoniante passar um fim-de-semana sem me ver…
M- Não, agoniante foi aturar o Gustavo a noite inteira de Sábado por tu não teres saído connosco!


  No rosto da Matilde formou-se um sorriso que dizia ‘estou ansiosa para que me contes tudo’.


A- Ai sim.


  Na verdade o que ela queria fazer-me pensar, não estava a acontecer. Para mim era-me irrelevante o que ela andava a tentar fazer à semanas.


M- Vá lá Alice… Porque é que és assim para o rapaz?

A- Assim como, Matilde?

M- Má! O rapaz está apaixonado…

A- Deve estar deve.


  O empregado vinha na nossa direcção.


Simão- Olha quem são elas… Por aqui de manhã meninas?

A – Por aqui de manhã, Simão? A trabalhar…

S – Pois parece que sim, temos de ganhar uns trocos não é verdade… Então o que é que vai ser?

M – Para mim pode ser uma meia de leite e um pastel de nata.

A  Um batido de morango e um pão-de-leite misto.

S - É para já.


Os olhos da Matilde não largaram o Simão enquanto ele não saiu do seu campo de visão.


A Como é que isso vai?

M – Ahn, o quê?

A Vá lá Matilde, não enganas um cego…

M – Não sei do que estás a falar…

A – Não sabes tu de outra coisa…

M – Não desvies o assunto, estávamos a falar do Gustavo!


(...)


Pedaços da vida I


O telefone em cima da mesinha da sala tocava. Levantei-me da cama e fui atendê-lo. Era o Gustavo.

Alice -Sim.
Gustavo- Olá amorzinho, estás boa?
A-O que é que queres?

Aquela maneira dele de me tratar sempre tão carinhosamente começava a irritar-me. Entre nós existia apenas uma amizade.

G- Preciso de ti.
A- Ahn? Porquê? O que é que aconteceu?
G- Nada, vou agora para o treino.

Do lado de lá ouvia-se o riso dele.

A- Estás a rir-te do quê?
G- Gostei da tua preocupação.
A- Não era preocupação!
G- Ai não? Então era o quê?

Não respondi.

G- Vá admite lá…
A- Admito o quê?
G- Que já não vives sem mim.
A- Se bem me recordo quem ligou foste tu…
G- Achei que estavas a precisar de demonstrar os teus sentimentos…

Não respondi.

G- Então? Não respondes.

Do outro lado, ouvia-se de novo o seu riso. Achando que tinha conseguido fazer-me corar.

A- Ah, era comigo…
G- Engraçadinha…

Um, a zero para mim.
A- Olha tenho coisas para fazer.
G- Pronto, está bem. Mas olha…
A-O quê?
G- Amo-te.
A- Até amanhã, Gustavo.
G- Beijinhos.
Desliguei. Ele tinha de parar com isto rapidamente.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Pedaços da Vida X


Como talvez já repararam pus um chat do lado esquerdo, fiquem à vontade para dizer qualquer coisa e entretanto deixo aqui a nova parte, Pedaços da Vida X.